domingo, 12 de setembro de 2010

Editoria Caleidoscópio Baiano

Mídia e Violência

             Fonte:  Google

Claudia Correia

Neste importante espaço de reflexão sobre a função social da mídia estamos tendo uma experiência rica de debater de forma democrática nossas idéias, compartilhar sonhos e provocar saudáveis discussões sobre como podemos construir alternativas para democratizar a comunicação no Brasil.

Tenho tido pouco tempo de participar de debates ao vivo e a cores pelo volume de trabalho que demanda meu tempo e energia neste segundo semestre.

O último que participei, o Seminário “Mídia e Direitos Humanos”, realizado dia 26 de agosto, na Faculdade de Comunicação da UFBa, rendeu uma pequena cobertura que compartilhei com os amigos blogueiros e simpatizantes do tema.

Dentre os expositores da Mesa sobre experiências de monitoramento da mídia estava o Instituto Mídia Étnica. A ong congrega profissionais e estudantes de Comunicação empenhados em construir um trabalho sério que aposta na cidadania, no direito humano à comunicação e na formação de jovens negros comunicadores. O resultado são iniciativas muito ousadas e criativas. O portal http://www.correionago.com.br/ , do qual sou colaboradora, reflete esta diversidade de olhares e traz muita informação de qualidade.

Na minha cobertura deste Seminário não pude detalhar muito alguns trabalhos apresentados. Optei por um panorama mais geral dos debates de todas as mesas. Pedro Caribé, do Observatório do Direito à Comunicação, apresenta alguns indicadores da violação de direitos promovida por dois programas televisivos locais e achei interessante reproduzir aqui o seu texto. Ele integra o time de colaboradores do Correio Nagô.

O que me chamou atenção é que apesar da denúncia das entidades sociais envolvidas com a temática, ainda é incipiente a atuação das instâncias públicas de fiscalização dos abusos cometidos. Ainda há espaço para os que critiquem este controle alegando que a imprensa é livre e não deve haver qualquer tipo de censura. Este argumento não se sustenta. A I Conferência Nacional de Comunicação aprovou o controle social da Política Pública de Comunicação através dos conselhos e o Estado pode e deve coibir a violação de direitos humanos através da mídia sim. Afinal trata-se de uma concessão do poder público o funcionamento destas emissoras.

Aliás, sete de setembro se comemora a “ Independência “ do país e um Brasil livre, soberano e altivo precisa de uma imprensa com responsabilidade social. Ela também forma, educa, constrói representações, sentidos, visões de mundo.

Vejam o artigo do meu conterrâneo e tirem suas conclusões.


*Claudia Correia, assistente social, jornalista, profª da ESSCSal, Mestre em Planejamento Urbano e Regional. Contato: ccorreia6@yahoo.com.br.


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PROGRAMAS DE TV VIOLAM DIREITOS HUMANOS NA BAHIA


Pedro Caribé

O resultado dos primeiros seis meses no monitoramento a dois programas televisivos policialescos na Bahia foi apresentado pelo Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania (CCDC) e confirma a constância na violação aos direitos humanos entre o meio-dia e 14h em emissoras filiadas ao SBT e a Record: a TV Aratu e Itapoan, respectivamente.

Os programas analisados - Se Liga Bocão (Record) e Na Mira (SBT) - são alvo de recorrentes reclamações da sociedade civil na Bahia, que conta com a parceria do Ministério Público Estadual (MPE) para tentar, ao mínimo, amenizar a situação. Os dois ficaram entre os cinco programas mais denunciados à campanha Ética na TV em 2009.

Publicidade, merchandising e ações assistencialistas são mescladas com imagens de cadáveres, sentenciamento ilegal e exposição de crianças e adolescentes em situações constrangedoras nos bairros populares e espaços administrados pelo poder público, em especial no interior das delegacias e hospitais. Os jovens e adultos negros do sexo masculino são os maiores alvos dos programas, as mesmas vítimas majoritárias dos homicídios que assolam Salvador e sua região metropolitana.

O estudo foi apresentado em 26 de agosto durante Seminário de Mídia e Direitos Humanos organizado pelo CCDC, um órgão complementar da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), coordenado pelo diretor da unidade, Giovandro Ferreira, e atualmente sob as parcerias da Ong Cipó Comunicação Interativa e Intervozes-Coletivo Brasil de Comunicação Social.

O projeto de monitoramento do CCDC é financiado pela Fundação Ford, coordenado pela Cipó e auxiliado pelo Intervozes e professores da Facom/UFBA. Durante o desenvolvimento também foram colhidas contribuições da professora Tânia Cordeiro, adjunta da Universidade Estadual da Bahia (UNEB) e outras organizações como o Instituto de Mídia Étnica e Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia (AATR).

Os dados apresentados são relativos aos meses de janeiro e junho de 2010. Em outubro será lançada uma publicação. Desde janeiro os dois programas são clipados diariamente, mas apenas uma semana de cada mês é escolhida para aprofundar a pesquisa. As análises também relevam as estratégias discursivas utilizadas pelas emissoras para fixar a atenção do público.


Propaganda e sangue

O acompanhamento dos programas incluiu o intervalo comercial. Durante quase uma hora de exibição diária o Na Mira costuma destinar 32% e o Se Liga Bocão 44% do tempo para publicidade. Já o merchandising fica atrás com 17% e 12% respectivamente. Segundo Daniella Rocha, coordenadora da Cipó, esses dados demonstram que ambos dão retorno financeiro e audiência. Alguns casos são emblemáticos como o merchandising do Danoninho no Se Liga Bocão. A marca de iogurte banca promoção para as crianças produzirem vídeos caseiros e veicularem no ar.


Os anunciantes mais comuns no período analisado no Se iga Bocão foram: Insinuante, Ricardo Elétrico, Governo da Bahia, Prefeitura Municipal de Salvador, Atacadão Atakarejo, Bom Preço, Calcittran B12, Novo Tempo, Extra e Traxx Motos. No Na Mira, a arrecadação com publicidade aparenta ser menor, a levar em conta a audiência da TV Itapoan e o tempo dos anúncios: G Barbosa, Novo Tempo, Calcittran B12, C&A, Varicell, Insinuante, Banco BMG e Governo Federal, estão entre os mais constantes. Nos dois nota-se presença significativa dos gastos públicos com publicidade .


Os quadros assistencialistas e que se reportam a assassinatos e ações policiais são os mais recorrentes após a parte destinada ao tempo comercial. No caso do acompanhamento a trabalhos da polícia é perceptível uma promiscuidade na relação entre setores da corporação e os programas. O setenciamento ilegal ou incitamento à violência são violações presentes em cerca de 5% das reportagens. Além disso, imagens internas de delegacia aparecem em 33% do quadros do Na Mira e 15% no Bocão.

Ministério Público

Presente no Seminário, a promotora da 1ª Vara Cível do Juri, Isabel Adelaide, lembra que na maioria dos casos que se transformam em matérias dos programas não são coletadas provas suficientes para condenação dos acusados, tornando os casos como infundados e falaciosos. A promotora também ressalta que o delegado chefe da Polícia Civil na Bahia já determinou que não se permitisse filmagens internas em delegacias. Isabel Adelaide também ficou entre 2006 e 2010 na coordenação do Grupo de Atuação Especial para o Controle Externo da Atividade Policial (GACEP), quando organizações sociais enviaram uma Moção de Apoio, Aplauso e Vigília ao MPE.

Em 2009, os programas firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) devido a constante exposição de imagens de crianças e adolescentes. Daniella Rocha destaca que formalmente estão cumprindo a situação, porém: "Em determinados casos, filmar ou não rosto da criança é o que menos importa, uma vez que o resto do seu corpo e de sua vida foram expostos. Teve um caso emblemático de adolescente de 13 anos vítima de abuso sexual que engravidou e fez aborto mal sucedido. Durante dez minutos o programa explorou o caso, contando detalhes da relação, do aborto e etc”

Os bairros populares são os espaços onde se passam a maioria das reportagens de ambos os programas, com homens negros ou pardos. Nas abordagens policialescas são comuns frases discriminatórias como essa: "Quando a gente pára pra abordar alguém é porque já conhece a fisionomia... a polícia não trabalha por adivinhação, já vai no elemento certo", proferida pela delegada Patrícia Nuno, titular da 1ª Delegacia em Salvador.

 


* Os gráficos são do Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania da UFBA.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Editoria Equipe Mídia e Questão Social


Hoje comemoramos o  aniversário do Blog Mídia e Questão Social! Isto nós causa imensa felicidadede!

Queremos agradecer a vocês queridos (as) amigos (as) que acreditaram nele, e nos incentivaram a prosseguir desde o seu nascimento: em 10/09/2009, um dia antes do lançamento do livro Mídia, Questão Social e Serviço Social, organizado por Mione Sales e Jefferson Ruiz, que já se encontra na 2ª edição.

Aos nossos blog-leitores (as), aos nossos preciosos e fiéis seguidores, aos que vão chegar também. Todos têm papel decisivo para estarmos presentes na blogosfera, reafirmando os nossos propósitos: de mantermos viva nossa “fecundidade crítica e criativa”, além de “cientes de que informação é poder, o horizonte que nos une e mobiliza é o direito a tê-la. Cabe-nos, então, como receptores e produtores, comunicá-la com qualidade. Os eixos temáticos mídia, questão social, educação e cultura estão no cerne do nosso olhar.”

Já estamos com 15.000 mil acessos e compartilharemos com vocês, neste primeiro ano, a reapresentação das editorias, pois isto possibilitará o re-conhecimento para os que ainda não as conhece. Como uma pequena homenagem ao nosso público, reeditaremos alguns comentários que recebemos. Citaremos alguns indicadores relativos aos artigos mais acessados de maio de 2010 até o momento.

Vamos começando... Pelo lançamento do:

Blog Mídia e Questão SocialEstréia em 10-09-2009

Agora as Editorias:

Volta do Mundo, Mundo da Volta – Estréia em 25-09-2009
Mione Sales

Um dos comentários : “Mione, os e-books já são um fenômeno há um bom tempo. O grande fenômeno mesmo é o e-reader, o aparelho pelo qual se pode ler os e-books, sendo o mais conhecido deles o Kindle, e q deve ser a "máquina fria" q a "e-moça" estava lendo. Apesar dos meus poucos anos de vida, tb estou presa a certas coisas q fizeram parte do eu curto espaço de vida como a minha estante cheia d livros a qual eu adoro e há pouco tempo atrás sonhava em cada vez aumentá-la mais junto claro c o meu conhecimento e não por mera quantidade d livros estampados naquela estante. No entanto, vejo alguns avanços q os e-readers e e-books trazem como a possibilidade d não precisar imprimir fazendo c q se modifique um pouco a cultura do desperdício de papel, a possibilidade de ampliar os leitores q não precisam comprar os livros, a possibilidade de achar obras q não se publicam mais, etc. Claro, temos que ponderar p quem esas inovações vão chegar, podemos começar discutindo sobre o acesso a internet e de qtos tem um computador em casa. A primeira é mais fácil d resolver c o boom das lan houses, mas a segunda é mais problemática pq não se terá ond ler o livro se não for pelo computador ou o e-reader. E até ond eu sei o Kindle e outros e-readers ainda não estão c preços populares, mas acho q isso é questão d tempo. Além disso há op fato d existir alguns e-books pagos, mas q procurando bem se encontra na internet suas versões gratuitas. Antes d finalizar, gostaria d dizer q espero q esta alternativa de leitura não exclua o livro em papel na forma q conhecemos e sim seja uma alternativa q possa cada vez mais se popularizar e contribuir c uma maior socialização do q a humanidade construiu. Enfim, enquanto escrevia este post procurei uma reportagem da carta capital sobre o e-reader e como gostei vou deixar o link para quem tiver interesse.
Marina Alecrim 

Por nina em Editoria Volta do Mundo, Mundo dá Volta - Sinais hipermodernos ou a primeira vez que eu vi um leitor de e-book, em 28/04/10.

O artigo mais lido de maio de 2010 a setembro de 2010: EPPUR SE MUOVE – uma crônica política do meio do mundo – 28-10-2010
 
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Caleidoscópio BaianoEstréia em 14-09-2009
Claudia Correia

Um dos comentários: “Li o texto de Claudia e penso que é isso mesmo - os meios de comunicação de massa tendem a apresentar uma determinada imagem do perfil e do trabalho do assistente social. Contudo, acredito que isso não é "fantasioso", mas na verdade, revela, o quadrante de requisições que nos são postas e principalmente como respondemos a elas. Estudei no doutorado (em minha tese) este tema - não das "representações", mas a imagem socialmente consolidada sobre o Serviço Social e seus agentes, bem como a autoimagem que temos de nós mesmos; e cheguei a conclusão que a imagem do Serviço Social hoje é mesclada por traços tradicionais, próximos ao que Claudia observa nos filmes, e traços renovados, vinculados a luta por direitos sociais... No mais, parabéns a Claudia pela inovação do uso do cinema na sua disciplina (ótima dica, pois também leciono a disciplina de Ética na UFRJ) e pelo blog, bastante original também entre nós. Abraço a todos, Fátima Grave”.

Por Anônimo em Editoria Caleidoscópio Baiano - O (A) assistente social na telona, em 24/06/10

O artigo mais lido de maio de 2010 a setembro de 2010: O major e os analfabetos - 06-07-2010.

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Editoria Jornalismo na CorrentezaEstréia em 12-11-2009
Ana Lucia Vaz











Um dos comentários: “Adorei o blog.! Procuro tratar questões sociais no meu tbm. Mas ainda é novo, não tem mta coisa. Se não tiver problema, virei seguidora do blog.! Bjos, :* “

Por Nina em Editoria Jornalismo na Correnteza - Tragédia no Rio de Janeiro : quem escolhe corre o risco?, em 14/04/10.

O artigo mais lido de maio de 2010 a setembro de 2010: A arte pela vida contra o deserto - 26 de agosto de 2010.

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Jornalista Parceiro – Participações Especiais - Estréia em 18-04-2010 
Liliane Peixinho
  










Um dos comentários: Sem comentários.

O artigo mais lido de maio de 2010 a setembro de 2010: UFBA desmata seu próprio Memorial de Mata Atlântica, em 19-06-2010.

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Equipe Mídia e Questão SocialEstréia em 08-10-2009

 








Um dos comentários feitos até hoje: “Bom dia. Leandro vim conhecer seu Blog por indicação da Ana Carolina, que foi minha aluna. Você e seus amigos estão de parabéns, gostei muito do Blog e já estou seguindo oficialmente. Vou publicar seu Blog nos meus dois Blogs porque é um espaço interessante de informação e pesquisa, principalmente para alunos e profissionais do Serviço Social. Um abraço! Odete Dan Ribeiro” .

Por odetedan em Editoria Equipe Mídia & Questão Social Pequena Cartografia estadual no Rio de Janeiro, em 03/09/10.

O artigo mais lido de maio de 2010 a setembro de 2010: Dia Internacional de Combate a Aids , 01-12-2009.

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Web@Tecno Estréia em 15-11-2009
Nelma Espíndola














Um dos comentários: Olá pessoal! O blog está mesmo muito bom. Parabéns pela matéria sobre a OCAS, nossa conhecida! Abraços, Elaine Behring

Por Elaine Rossetti Behring em Editoria Web@TecnoJá estou “Saindo das ruas”... Foi uma possibilidade através da Revista OCAS, em 24/02/10.


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Estranha Semelhança com a Utopia Estréia em 06-01-2010
Jefferson Ruiz








Um dos comentários: “Muito oportuna a discussão. Os meios de comunicação defendem seus interesses como raposas velhacas, astutas. O triste é que todo esse contingente que você cita como desconhecedor até dos candidatos, que não é pouca gente, sugere um perfil de inocentes nas mãos de interesseiros, gente manipulável. São galinhas para as raposas. Como você bem disse, o governo atual não se mexeu para alterar a realidade, mostrando que não há interesse de mudança, há interesse em se ocupar do poder e se valer de suas benesses, tirar proveito das regras e das mesquinharias tanto da campanha como da distribuição de cargos e fruição da máquina. O show está apenas começando. Um abraço.”


Por Humberto em Editoria Estranha Semelhança com a Utopia - Mídia e eleições presidenciais – perguntas e provocações para debate, em 26/04/10.

O artigo mais lido de maio de 2010 a setembro de 2010: O SUS , a saúde-mercadoria e três filmes americanos (estaríamos contribuindo para o desmote pa política pública de saúde no Brasil?) – 11-06-2010.

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Efeito QuixoteEstréia em 10-02-2010
Leandro Rocha


 









Um dos comentários "Olá, Leandro! Há cerca de uma semana, graças ao informativo do CRESS-MG, tomei conhecimento do livro "Mídia, Questão Social e Serviço Social". Para uma pessoa que possui formação em Serviço Social e que sempre teve muito interesse pelo assunto "mídia", uma grata surpresa! Evidentemente, não resisti a encomendar o meu exemplar. Logo, acabei encontrando também o blog. E hoje, passando por aqui, achei o seu post e, já de cara, me identifiquei com o nome da Editoria. De fato, não é fácil manter o "quixotismo" nos dias de hoje. Confesso quase ter abandonado o meu, por diversas vezes. Mas ainda tento preservá-lo. "Seja o que for, seja por amor às causas perdidas..." como já cantou o Gessinger. Mas vamos ao tema do post, né? rs Propícia a discussão! Quando o assunto é "notícia", não abro mão do meu "jeito mineiro desconfiado de ser" mesmo! rs E, há tempos, deixei de me balizar na TV e no impresso. Aliás, hoje em dia, minha fonte de informações é basicamente a Web, pela diversidade, amplitude, praticidade, enfim... Mas tenho plena consciência de que nem tudo são flores. Muita coisa precisa ser filtrada antes de "consumida". E, mesmo filtrando, ainda corremos esse risco de engolir gato por lebre. Daí, a pergunta que sempre fica: até que ponto estamos mesmo preparados para lidar com esse "de tudo" que a internet nos oferece? É um grande desafio... E que se torna ainda maior quando levamos em conta a questão da universalidade do acesso. Embora tenhamos avançado no que diz respeito à inclusão digital, é fato que ainda temos muito que caminhar para que a rede esteja realmente ao alcance de todos. Eis, então, o duplo desafio de se pensar a democratização do acesso à informação. Bom, acho que acabei me empolgando! rs É um assunto que rende muitas discussões. Fiquei, de fato, entusiasmada por saber da existência de uma efetiva "discussão midiática" dentro do Serviço Social. Parabéns a todos vocês pela iniciativa do projeto! Um abraço! “


Por Luara em Editoria O Efeito Quixote -  Realidade ou ficção? Quando barreiras caem, como fica a mídia?, em 11/02/2010.

O artigo mais lido de maio de 2010 a setembro de 2010: A culpa é nossa... ( Ou a “Reinvenção do Brasil”) - 27-05-2010.

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Esta foi uma pequena retrospectiva, deste primeiro ano na blogosfera. Nosso desejo é que tenham gostado.

E, para finalizar a festa, queremos lhes dizer de um presente que todos nós ganharemos a partir da próxima semana uma nova editoria. Aguardem!!

Muito obrigado (a) por suas participações e companhias.


Um forte abraço ,


Equipe do Blog Mídia e Questão Social

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Editoria Web@Tecno

Politizando a blogosfera: o 1º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas



Nelma Espíndola*

Aconteceu o 1º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas e foi um sucesso. Divulgamos o evento em nossa Agenda Cultural, em 24 de julho de 2010. Tínhamos a perspectiva de que isto aconteceria.


Uma inovadora ferramenta de comunicação pelo olhar dos organizadores

De fato, o evento foi vitorioso, como afirma um dos membros da Comissão Organizadora, Rodrigo Vianna300 podem virar Mil ano que vem! O blog Mídia e Questão Social, desde já, soma-se a esta vontade e pretende fazer parte do próximo Encontro. Lamentamos não termos podido estar presentes no evento; papo que rolou virtualmente entre nós, blog-amigos.

A blogosfera se constituiu efetivamente a partir de 11 de setembro de 2001, e, no decorrer desses últimos nove anos, vimos descobrindo o quanto essa ferramenta de comunicação tem força para disseminar o direito à comunicação, que é humano.

Os blogs devem ser um espaço de prática << real >> da liberdade de expressão. O ator José de Abreu exemplifica como essa liberdade pode acontecer, quando expressa a sua opinião sobre o que pensa da imprensa. Ele saiu do ar algumas vezes, num período de 4 meses como blogueiro. Intitula-se “blogueiro sujo”. Será?! Ele esteve presente no acontecimento, provocando risos...

Vianna faz uma observação interessante, a qual pode ter passado despercebida durante o Encontro: a demonstração da “força dessa parceria entre movimento sociais, sindicatos e blogueiros independentes”. Afirma que a “força da blogosfera progressista é a força dos movimentos sociais. Uma não existe sem os outros”. Para ele, não há substituição pela Internet do combate nas ruas, na realidade concreta.

A Web@Tecno tem uma incumbência, no Mídia e Questão Social, que é o de trazer o que rola no ciberespaço. É bem verdade que ainda não com a frequência e regularidade desejada, mas investe-se na qualidade do que apresentar. Isso é um dos princípios firmados por todos os colaboradores desse blog, que fará daqui a pouco o seu primeiro ano de existência. Uma fantástica experiência!

Então, reproduzirei, abaixo, dois artigos escritos por dois membros da Comissão Organizadora desse festejado encontro - no sentido amplo da palavra : << ATO DE ENCONTRAR-SE >> -, com quem se convive virtualmente. Eles trazem um panorama interessante do acontecimento, além de levantar algumas questões relativas ao o uso da blogosfera, como, por exemplo, a política da Comunicação: a defesa firme do Plano Nacional de Banda Larga, liberdade de expressão, dentre outros temas, frutos de produtivos debates. São eles: o jornalista Rodrigo Vianna, do Escrivinhador e Eduardo Guimarães, do blog Cidadania, lançador do Movimento Sem Mídia.

Mas, claro que trago também uma reportagem de Anselmo Massad e Ricardo Negrão, publicada na Rede Brasil Atual - As decisões do encontro dos blogueiros -, também reproduzida no Blog do Miro .

Quem por algum motivo ainda não está na blogosfera, mas aprecia esse espaço cibernético, é só aproveitar e navegar... Eu já me deliciei!!


Antes, porém...

Exibirei - materializando tudo o que foi escrito nos artigos abaixo reproduzidos - três dos vídeos, que citarei como sugestão. Penso serem ricos instrumentos para se pensar o 2º Encontro. Bom proveito !


1º Encontro dos Blogueiros Progressistas


Fonte: Grita São Paulo

Entrevista com Rodrigo Vianna


Fonte: Freakstterr - Entrevista realizada por Carolina Mandú e Leandro
Melito em 21/08/2010 no 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas

Entrevista com Altamiro Borges – Responsável pelo Instituto Barão de Itararé – SP.


Fonte: Freakstterr - Entrevista realizada por Carolina Mandú e Leandro
Melito em 21/08/2010 no 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas


* Nelma Espíndola é assistente social, webmaster do Blog Mídia e Questão Social, atuando profissionalmente na Associação Saúde Criança Reagir.

[Blog-colaboração - Articulista Mione Sales]
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BLOGANDO na trilha do I Encontro...


300 podem virar Mil ano que vem!
publicada segunda-feira, 23/08/2010 às 13:09 e atualizada segunda-feira, 23/08/2010 às 13:17

Por Rodrigo Vianna

Foi um encontro vitorioso esse ocorrido no fim-de-semana em São Paulo. Reunimos, em dois dias de intensos debates, mais de 300 blogueiros progressistas de todo o país; havia gente de 19 Estados!

Auditório lotado com 200 pessoas; outras 100 acompanharam tudo pelo telão, no andar de baixo

Vitorioso, em primeiro lugar, porque aconteceu. Conseguimos dar o primeiro passo. Conseguimos fazer a reunião, na raça. E saiu tudo direito: alimentação, hospedagem, estrutura para os debates. Em apenas 3 meses, botamos o Encontro de pé, contando “apenas” com a boa vontade geral e com o apoio material de 25 quotistas - em sua maioria, sites e sindicatos ou organizações de trabalhadores.

Esse, aliás, é um aspecto simbólico que pode ter passado quase despercebido durante o fim-de-semana: mostramos a força dessa parceria entre movimentos sociais, sindicatos e blogueiros independentes. Como deixou claro a Débora Silva, do “Movimento Mães de Maio”, logo na mesa de abertura no sábado: a Internet tem mais força se estabelecer essa parceria com as ruas, com a turma que se organiza em associações e sindicatos. A força da blogosfera progressista é a força dos movimentos sociais. Uma não existe sem os outros. A internet não substitui o combate nas ruas, na realidade concreta.

O Encontro foi também divertido. E isso é ótimo! É preciso haver algum prazer nessas atividades. Aquelas velhas assembléias da esquerda nos anos 70 e 80, em que todo mundo parecia sempre sofrer e arrastar sua cruz para provar uma militância destemida, não cabem mais no século XXI. Militância pode -e deve - ser feita com leveza e (sempre que possível) com bom-humor.

E essa foi uma reunião também emocionante! Muito legal encontrar as pessoas no auditório, ou nos grupos de debate, olhar pro crachá e dizer: “ah, você é o Roberto”; ah, você é a Marlúcia”; ou ”você é o Miguel do Rosário”. São apenas exemplos. São pessoas que eu leio sempre – como blogueiros ou comentaristas nos blogs (no meu e nos outros)- e que eu só conhecia no mundo virtual. Encontrar esse povo todo pessoalmente foi uma experiência riquíssima.

Aliás, esse pra mim foi um dos pontos fortes do Encontro: aproximar os blogueiros de todo país, para fortalecer essa rede virtual e horizontal que já se criou no Brasil.

Um dos momentos mais engraçados foi ver o editor-em-chefe do Cloaca News, todo tímido, recebendo o merecido reconhecimento dos presentes pela combatividade e criatividade. Ele ganhou o troféu Barão de Itararé – como blogueiro de 2010. Só faltou a gente descobrir agora quem é o Stanley Burburinho! Essa tarefa fica pra 2011.

Outro ponto importante foram os debates de política da Comunicação: a defesa firme do Plano Nacional de Banda Larga, a briga pela “neutralidade” da rede (não aceitar que sites grandes tenham condições técnicas de navegação melhores do que os pequenos) e o apoio à ADIN (Ação Direta de Constitucionalidade) que o professor Fabio Komparato vai mover no STF, exigindo a regulamentação dos artigos da Constituição que falam sobre Comunicação.

Tudo isso, e muito mais, está na Carta Final do Encontro – que sofreu várias emendas e deve ter sua redação divulgada nas próximas horas.

Por último, mas isso talvez seja o mais importante, conversou-se muito sobre as questões técnicas: como fazer um blog de qualidade, como usar vídeo, como aproveitar ferramentas como o twitter. Ficou claro que, nas próximas edições do encontro, a gente deve gastar mais tempo com essas questões práticas, e menos com o debate “político”. Não que a Política seja desimportante (e vocês saõ testemunhas de como eu gasto posts e mais posts falando de Política aqui); mas é que o povo está com sede de aprender, de fazer, de criar!

Acertamos, na Assembléia Final de domingo, que nos meses de março e abril de 2011 vamos priorizar os encontros estaduais (com foco nessas oficinas bem práticas, e também no debate sobre a realidade da comunicação em cada região), preparatórios para o Segundo Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, que deve ocorrer em maio de 2011.

A idéia é fazer a segunda edição numa cidade mais central do país (Brasília? Salvador? Rio?), pra facilitar o deslocamento da turma que vem do Nordeste, da Amazônia e do Centro-Oeste.

A Comissão Organizadora do Primeiro Encontro deve se reunir nas próximas semanas, pra fazer uma grande avaliação, e pra implementar algumas das sugestões que surgiram no debate - entre elas a de criar uma grande lista de blogs (que poderia ficar sob administração do Centro Barão de Itararé – será que é viável?).

São muitas idéias, muita coisa pra fazer! Uma delas, que me parece fundamental, é organizar um Encontro de Blogueiros sul-americanos. Surgiu a proposta de realizá-lo em Foz do Iguaçu, ano que vem, para aproveitar a efervescência política em todo o Continente.

Será que temos perna pra tanta coisa? Acho que sim. Em 3 meses, fizemos o primeiro Encontro – com 300 blogueiros. No segundo, com um pouquinho mais de trabalho, podemos chegar fácil a Mil blogueiros.

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Outro olhar...

Encontro dos blogueiros: missão cumprida

Reproduzo artigo de Eduardo Guimarães, publicado no blog Cidadania:

Devo aos leitores um relato muito pessoal e despretensioso sobre o 1º Encontro Nacional dos Blogueiros progressistas. Optei por não tirar fotos, para que o relato substitua a imagem e por não especificar os pontos dos quais tratamos, porque isso será feito depois de compilado tudo o que foi discutido.

Na sexta-feira, na “Regional” do Sindicato dos Bancários, em uma travessa da avenida Paulista, a quatro quadras de casa, encontrei o local da canja que Luis Nassif e seu grupo musical dariam.

O sobrado azul com um jardim na frente tem um corredor amplo que dá para um salão de cerca de 200 metros quadrados em que foi montado um palco em que Nassif e seu grupo aguardavam, sentados, pelo momento de iniciar o show.

Mal cheguei e já vi amigos da comissão organizadora, leitores e blogueiros que reconhecia aos poucos. Não conseguia dar dois passos sem que me abordassem. Alguns timidamente, outros efusivamente, mas todos com carinho e respeito.

A música de Nassif e seus companheiros era agradável, bem tocada e servia como trilha sonora em um ambiente em que as pessoas estavam alegres, entusiasmadas, cheias de gentileza e sorrisos.

A sensação que tive foi a de estar entre velhos amigos, ainda que muitos dos que ali estavam só conhecesse pela Internet. Mas, claro, havia vários companheiros do Movimento dos Sem Mídia e os amigos da comissão organizadora.

O que me encheu de alegria foi o carinho daquelas pessoas. Sério, era carinho. Perguntavam da Victoria, cada um deles. Mulheres e homens de várias partes do país, de várias faixas etárias. Pessoas de diversas classes sociais. Da periferia, dos bairros “nobres”, de cidades de todos os portes.

Que diversidade. Todos juntos como amigos de longa data. Na diferença o cerne da idéia que nos reuniu, de aproximar pessoas diferentes, mas iguais. Idealistas. Pessoas que acreditam que estão fazendo alguma coisa boa e importante pelo país, que apenas estão defendendo o que acham que seja o certo.

Por volta das 23 horas, vários de nós, como bons blogueiros “sujos”, decidimos terminar a noite jantando no lendário restaurante “Sujinho”, que tanto da intelectualidade boêmia paulistana viu passar por ali na segunda metáde do século passado. Lotamos o restaurante. Éramos dezenas.

No sábado, chego ao Sindicato dos Engenheiros em cima da hora de início dos trabalhos – às 9 da manhã. O local está lotado. Mais de 300 pessoas. Em frente ao prédio de cerca de dez andares, várias delas conversavam animadamente. No hall de entrada, garotas trabalhando freneticamente para emitir crachás de identificação após localizarem a inscrição de quem chegava.

Para ir da entrada até o primeiro andar do Sindicato, no auditório de cerca de 300 lugares, demorei, pelo menos, uns vinte minutos. Não conseguia dar dois passos sem ter que parar para conversar e tirar fotos. Mais carinho, mais sorrisos, mais pedidos de informação sobre a Victoria.

Logo se formou a mesa com o Luis Nassif, o Paulo Henrique Amorim, o Leandro Fortes e a ativista Débora Silva, de uma entidade autodenominada “Mães de Maio” que luta por justiça para filhos vitimados por violência policial.

Os palestrantes, jornalistas eminentes, despertaram muita atenção e interesse, tudo regado às tiradas espirituosas de Paulo Henrique, um mestre na arte de seduzir platéias.

Chega a hora do almoço. Caminhamos alguns quarteirões a um restaurante “por quilo” de boa qualidade – com destaque para uma mousse de maracujá que, confesso, tive que repetir algumas vezes.

Um pensamento: fiquei imaginando como a turma do instituto Millenium julgaria brega o nosso almoço “por quilo”, e foi aí que me deu mais fome.

À tarde, novas mesas temáticas de acordo com a programação do evento amplamente anunciada. Participei como moderador de uma mesa que contou com Luiz Carlos Azenha, Conceição Oliveira, Emerson Luis e Guto Carvalho.

Ao fim da tarde, aparece o ator José de Abreu para alegrar o fim do primeiro dia de trabalho com o seu bom humor e a sua simpatia.

No domingo, chego tarde ao Encontro. Perto das 11 horas da manhã. Acontecem diversas oficinas, conforme a programação anunciada. Tentei acompanhar um pouco de cada uma. Mais carinho, mais simpatia, mais gente pedindo notícias de Victoria.

Para encerrar o evento, Altamiro Borges me convoca para leitura do documento final, que redigi e foi difundido em vários blogs, inclusive no site do Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé.

O documento foi modificado, recebeu contribuições e supressões. Atingiu consenso depois de quase duas horas de debates e de uma saudável divergência. Ao fim, aplaudimos uns aos outros, abraçamo-nos, despedimo-nos. Alguns, como eu, ainda esticaram até um boteco qualquer para uma rodada de cerveja.

Esta é uma homenagem às pessoas, suas diferenças e a incrível coincidência de ideais que as reuniu. De astros do jornalismo – se é que se pode chamá-los assim – a pessoas simples da periferia de várias partes do país, todos com os mesmos propósitos e se tratando como iguais que são.

Só me resta agradecer a todos os que honraram com as suas presenças àqueles que se reuniram no Sujinho há alguns meses e engendraram aquela festa de três dias da qual tantos pudemos desfrutar.

Concluo com meus cumprimentos a Altamiro Borges, Conceição Lemes, Conceição Oliveira, Diego Casaes, Luis Nassif, Luiz Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim, Renato Rovai e Rodrigo Vianna. Foi um privilégio ter participado da elaboração e execução desse projeto com pessoas tão especiais.

A reportagem...

As decisões do encontro dos blogueiros

Reproduzo reportagem de Anselmo Massad e Ricardo Negrão, publicada na Rede Brasil Atual:

Cerca de 300 autores de blogs reunidos na capital paulista neste domingo (22), segundo dia do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, na capital paulista, aprovaram uma carta de princípios.


O texto defende a liberdade de expressão, especialmente na Internet, democratização da comunicação e a universalização da banda larga no Brasil (acesse link para íntegra da Carta dos Blogueiros Progressistas, no quadro abaixo). O documento encerra o 1º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas.

Os trabalhos foram organizados por Altamiro Borges, do Centro de Estudos Barão de Itararé, e tomaram cerca de duas horas e meia. Propostas elencadas na manhã do domingo por grupos de trabalho foram apresentadas e aprovadas na plenária.

Também foi deliberada a realização de um segundo encontro, em data e local ainda a definir, além de eventos locais e regionais e aprovadas moções de apoio e de solidariedade a jornalistas e comunicadores.

Uma das primeiras polêmicas entre os ativistas esteve relacionada ao próprio nome do evento. Enquanto alguns participantes defendiam outras opções de adjetivos aos blogueiros, ficou definida a manutenção do termo "progressistas".

"O que seremos depende menos do nome e mais de nossa conduta daqui para frente", resumiu Conceição Lemes, do Viomundo. A resolução teve apoio da maioria da plenária.

Preocupações em definir o movimento como suprapartidário e desvinculado de lideranças e correntes políticas específicas, em sublinhar a posição contrária à censura e em garantir o apoio à neutralidade da Internet foram incorporadas à redação final.

O texto foi divulgado na tarde deste domingo. Há ainda apoio a regulamentação dos artigos da Constituição Federal que tratam dos meios de comunicação no país e de incentivo a estruturas de financiamento para produtores autônomos.

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Outras DICAS


BLOGPROG abertura
http://www.youtube.com/watch?v=uVxT16ubAVk

José de Abreu critica Serra e defende liberdade de expressão
http://www.youtube.com/watch?v=-F19_8JzuOc

Premiado no #blogprog, @cloacanews fala da força da blogosfera
http://www.youtube.com/watch?v=cW22q9d8NRs


BLOGS /SITES

O Escrivinhador – Rodrigo Vianna
http://www.rodrigovianna.com.br/

Blog do Miro
http://altamiroborges.blogspot.com/

Blog da Cidadania – Eduardo Guimarães
http://www.blogcidadania.com.br/  

Vi o Mundo – Luiz Carlos Azenha
http://www.viomundo.com.br/  

Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
http://www.baraodeitarare.org.br/

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Editoria Equipe Mídia & Questão Social

Pequena cartografia da educação estadual no Rio de Janeiro

          Fonte: google

Nós do blog Mídia e Questão Social temos a convicção de que para que não sejamos submetidos à visão de mundo estreita que tenta nos impor o império das comunicações no Brasil e sua força, temos que – dentre outras transformações necessárias à democratização da mídia – fortalecer as políticas públicas de educação e cultura, assim como os movimentos sociais ligados a essas areas. Por isso, para dar uma ideia do problema da educação no país, ilustramos com uma pequena mostra da situação funcional e salarial dos professores da rede estadual do Rio de Janeiro. A matéria não é nossa, mas conta com o depoimento do SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro. Por isso, assinamos embaixo.

Equipe do Blog Mídia & Questão Social

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Deu no UOL Educação

Rede estadual do RJ perde quatro professores por dia; baixo salário seria motivo da desistência


Elisa Estronioli
Em São Paulo

De janeiro a junho de 2010, a rede estadual do Rio de Janeiro perdeu quase quatro professores por dia, sem contar aposentadorias, mortes e demissões. Isso significa que 681 docentes foram exonerados da Educação estadual. Os dados obtidos pelo UOL Educação são da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. De acordo com o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), os professores abandonam a rede por causa dos baixos salários.

Além dos professores exonerados, 1.029 professores se aposentaram, 137 morreram e 170 foram demitidos - num total de 2.017 professores. A rede estadual conta com 75 mil professores. Considerados todos esses motivos, o sistema perdeu 11 profissionais por dia no mesmo período.

Segundo a Secretaria, a exoneração pode representar duas situações: ou que o professor realmente está deixando a rede ou que foi aprovado em um novo concurso e teve de deixar sua matrícula anterior. Nem a secretaria nem o sindicato conseguem precisar quantos desses professores realmente abandonaram a rede pública, mas o Sepe afirma que eles representam a maioria absoluta dos casos de exoneração.

Com a rotatividade no sistema estadual de ensino, a necessidade de concursos é constante. Segundo a secretaria, o último foi feito em 2009, para disciplinas e coordenadorias regionais onde não existiam mais candidato a serem convocados de concursos anteriores. Além disso, foram convocados profissionais que fizeram concurso em 2007 e 2008.


R$ 765 de salário

Os salários baixos, uma reclamação que não é exclusividade dos docentes fluminenses, são o principal motivo dos abandonos. De acordo com o sindicato, os professores de nível 3, com formação superior, que representam a maioria dos contratados pelo Estado do Rio de Janeiro, recebem no início da carreira vencimentos de R$ 765,66. No nível 9, o mais alto da carreira, o salário chega a R$ 1.511,27.

“Com esse salário [de R$ 765,66], os professores estão dando aula em duas, três escolas, e o Estado não paga o transporte. No fim do mês, o professor fica com um salário mínimo”, diz Maria Beatriz Lugão, coordenadora do Sepe.

Segundo levantamento do sindicato, em 2009 o número de exonerações também foi bastante alto: 1540. "Neste ano, o piso estava abaixo de R$ 500", justifica Lugão.

O professor Nicholas Davies, da UFF (Universidade Federal Fluminense), concorda com o Sepe: "O professor não permanece na rede porque o salário é muito ruim. Eu mesmo fui professor durante nove anos, mas assim que pude prestei concurso para a UFF."

Segundo Lugão, por causa disso, a rotatividade no setor é muito alta. “Muitos professores não ficam nem um ano na rede. Assim, não é à toa que o Rio de Janeiro esteja no penúltimo lugar do ranking do Ideb”. No último Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), referente a 2009, as notas de rede estadual do Rio de Janeiro ficaram abaixo da média nacional em todos os ciclos. De primeira a quarta série, a média da rede estadual fluminense foi 4,0, contra 4,6 na média nacional. De quinta a oitava, foi 3,1 contra 4,0 no Brasil. No ensino médio, 2,8 contra 3,6.


[Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/26/rede-estadual-do-rj-perde-quatro-professores-por-dia-baixo-salario-seria-motivo-da-desistencia.jhtm ]

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Editoria Caleisdoscópio Baiano

Mídia e Direitos Humanos em debate

   Seminário Mídia e Direitos Humanos, na FACOM/UFBA


Claudia Correia*

Com objetivo de discutir o papel da mídia frente aos Direitos Humanos, aconteceu nesta quinta-feira (26), na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (FACOM/UFBA) o Seminário Mídia e Direitos Humanos. Cerca de 150 pessoas participaram do evento, promovido pelo Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania (CCDC)(http://www.ccdc.ufba.org.br/)

A primeira mesa de debates da manhã, Mídia e Direitos Humanos: contexto nacional trouxe como eixo norteador a atual situação institucional, educacional e política dos direitos humanos, e o papel da sociedade no monitoramento da mídia.

O secretário nacional de Educação em Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Fábio Santos, abordou o Plano Nacional de Direitos Humanos como uma conquista de emancipação do povo brasileiro.

A professora de Comunicação da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), Cicília Peruzzo, afirmou que o maior desafio é a produção e a difusão do conhecimento. Ela alertou para a necessidade de criar mecanismos de garantias, não simplesmente construir um discurso descolado da realidade.

O professor de Comunicação da Universidade Federal do Espírito Santo, Edgar Rebouças demonstrou como os observatórios de mídia podem fortalecer a democracia, além de servirem como alternativa de controle social do chamado “quarto poder” .

Na parte da tarde, a mídia baiana esteve em foco em duas mesas. A primeira foi a mais interessante de toda a programação em minha opinião. Tratou de ações de mobilização política, práticas bem criativas que denunciam a cobertura sensacionalista e se articulam em rede para sensibilizar órgãos públicos para coibirem os abusos da mídia.


Uma série de experiências que vêm sendo desenvolvidas na Bahia por organizações sociais, universidades e poder público foram apresentadas e debatidas. Rodrigo Nejm expôs o trabalho da organização Safernet Brasil no combate à pedofilia na internet e as diversas formas de violação dos direitos da criança e do adolescente, conquistados no Estatuto da Criança e do Adolescente. Para ele é preciso conceber o ciberespaço como um espaço público para que se possa garantir os direitos humanos. Gostei muito da cartilha virtual para adolescentes disponibilizada no site da entidade (http://www.safernet.org.br/) e da Campanha para denúncias contra crimes na rede.

Paulo Rogério, do Instituto de Mídia Étnica, apresentou como a mídia local tem retratado as questões de raça em Salvador, maior capital negra do País. Mostrou a produção do portal Correio Nagô, do qual sou colaboradora e algumas experiências com jovens de bairros populares em formação na área de comunicação, em parceria com a FACOM/UFBa. Daniella Rocha, da CIPÓ – Comunicação Interativa e membro do CCDC mostrou os primeiros resultados do monitoramento realizado com os programas de TV “Se liga Bocão” e “Na Mira” que já foram notificados pelo Ministério Público através de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) mas insistem na cobertura que reforça o preconceito, incita a violência e explora a imagem de crianças e criminosos. Morri de saudade do meu estágio na CIPÓ em 2008 ,com jovens estudantes monitorando as políticas públicas na rede “Sou de atitude”(http://www.soudeatitude.org.br/)  

Sivaldo Pereira, do Intervozes, apresentou um estudo muito interessante sobre indicadores do direito à comunicação no Brasil, elaborado pela organização e recém-publicado. Comprei um exemplar para doar à biblioteca do curso de Jornalismo da Faculdade Social da Bahia. Quem se interessar há uma versão on-line no site do Intervozes.“A mídia viola direitos, viola princípios. A falta de garantia do direito de se expressar já é uma violação”, afirmou Sivaldo.

Um público bem heterogêneo e curioso participou do debate. A documentarista espanhola, Marisol Soto, falou da expectativa com o evento, “é de extrema relevância conhecer o tipo de análise que os palestrantes têm da mídia na temática dos direitos humanos, pois isto reflete, sem dúvida, a sociedade que temos”.

A última mesa do Seminário foi dedicada ao Ministério Público da Bahia, que abordou como o órgão vem se relacionando com a mídia, principalmente em relação à garantia dos direitos de crianças e adolescentes. A palestra foi da promotora Márcia Guedes, que tem se destacado na Bahia como uma corajosa aliada do movimento em defesa do ECA. O controle das atividades policiais na Bahia foi o tema abordado pela promotora pública Isabel Adelaide.

Ao final do Seminário, tive a certeza que as propostas aprovadas na I Conferência Nacional de Comunicação, em dezembro de 2009, precisam ser retomadas pelo movimento em defesa da política pública de comunicação. Os conselhos nacional e estaduais de comunicação são fundamentais neste processo para assegurar que os direitos humanos sejam preservados na mídia. Sem o controle social restam discursos de ocasião e boas intenções. A nossa mobilização permanente é fundamental neste momento de promessas eleitorais e factóides.


*Claudia Correia, assistente social, jornalista, profª da ESSCSal, Mestre em Planejamento Urbano e Regional. Contato: ccorreia6@yahoo.com.br.


Fotos: Claudia Correia.