Trópico – ideias de Norte e Sul
Uma de nossas seguidoras e interlocutoras, Jane Santos, enviou para nós do blog Mídia & Questão Social uma matéria « O controle da insegurança » da professora Paula Sibília (UFF), que vem a calhar com as nossas reflexões e preocupações acerca da cultura, educação e também, como bem mostram alguns artigos de Ana Lucia Vaz (EDITORIA JORNALISMO NA CORRENTEZA).
Além da matéria, tomamos contato com o site da revista on line Trópico – Ideias de Norte a Sul [www.uol.com.br/tropico], ligado ao UOL, que traz artigos variados e interessantes em particular sobre cultura, educação e arte, mas também sobre política, livros e debates e notícias sobre o audio-visual.
Estimulamos a visita ao site da revista e compartilhamos, desde já, com os nossos blog-leitores o texto que nos foi enviado.
Saudações coletivas,
Mione Sales & Nelma Espíndola*
Pelo Blog Mídia & Questão Social
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O controle da insegurança
Por Paula Sibilia
Implantação de câmeras de vigilância em colégios indica a obsolescência atual do sistema escola
Qual é o sentido do sistema escolar na sociedade contemporânea? Na tentativa de encontrar respostas para tamanha questão, ou para melhor formulá-la, proponho um breve passeio por certas novidades que estão afetando o âmbito educacional e que constituem sintomas de uma metamorfose bem contemporânea.
"O desinteresse é o principal motivo do abandono das aulas por parte dos jovens de 15 a 17 anos", concluiu um estudo sobre a evasão escolar realizado pela Fundação Getulio Vargas. "O resultado mostra que manter o jovem na escola não é apenas uma questão econômica", explicou o coordenador do trabalho. "É preciso criar e atender a demanda por educação", acrescentou, recorrendo ao léxico empresarial que impregna tudo nos dias de hoje: "É preciso garantir a atratividade da escola".
Depoimentos como esses são divulgados quase diariamente na imprensa, temperados com cifras impressionantes sobre o grau de analfabetismo e o "fracasso escolar" de crianças e jovens.
Além de tratar a educação como um produto pouco atraente destinado a um consumidor disperso, seduzido pela variada oferta do mercado do entretenimento, que concorre com sucesso para conquistar sua atenção, os dados sugerem que todo o instrumental escolar se encontra em decadência. Não só porque perdeu eficácia no cumprimento de suas metas mais elementares, mas também porque freqüentar a escola deixou de ter sentido para sua clientela.O regime escolar foi inventado numa confluência de tempo e espaço bem concreta, com o objetivo de responder a certas demandas específicas de um determinado projeto histórico: o capitalismo industrial que sustentou a era moderna. Uma sociedade que se pensou a si mesma como igualitária, fraterna e democrática; e, por conseguinte, assumiu a responsabilidade de educar todos os seus cidadãos para que estivessem à altura de tão magno projeto.
domingo, 23 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Editoria Caleidoscópio Baiano
Debates marcam o Dia do Assistente Social na Bahia
Claudia Correia*
Fortalecer o projeto ético-político-profissional, contribuir para ampliar os direitos sociais, combater todas as formas de preconceito e lutar pela inserção do assistente social na Política Pública de educação. Essas foram as palavras de ordem que marcaram as comemorações do 15 de maio- Dia do Assistente Social em Salvador.
Muitas atividades foram programadas até o final do mês e a participação de estudantes e profissionais, inclusive do interior do estado, é significativa este ano.
Como no resto do país, na Bahia assistimos uma “explosão” de novas Faculdades e pulamos de um para onze cursos de Serviço Social num espaço de 7 anos. A pioneira Escola de Serviço Social da Universidade Católica do Salvador- ESSUCSal completa 66 anos. Hoje temos ainda duas públicas (UFBA e Universidade Federal do Recôncavo) e oito privadas, além de uns quatros cursos na modalidade ensino à distância - Ead.
Os efeitos desse processo são : precarização dos vínculos empregatícios dos professores, escassez de estágio e a conseqüente disputa/rivalidade entre os estudantes, pouco investimento em pesquisa/extensão e baixa qualidade de alguns projetos pedagógicos.
Um panorama geral do que rolou por aqui nesta semana:
Participei no dia 08, do Seminário da Campanha “Serviço Social nas escolas já” promovido pelo vereador Orlando Palhinha(PSB) no Centro de Cultura da Câmara. O evento reuniu 550 pessoas. Alguns diretores de escolas públicas deram depoimentos sobre a complexidade da questão social expressa no contexto escolar e a importância de incluir o assistente social na equipe interdisciplinar. O vereador é autor de dois projetos de indicação aos governos municipal e estadual para a criação do “Serviço Social escolar” e deverá entregar um abaixo assinado ao governador e ao prefeito em apoio às propostas. Tramita na Assembléia Legislativa, desde 2003, um projeto de lei do deputado Javier Alfaya(PCdoB) sobre a mesma matéria. Fiquei muito bem impressionada com o relato da experiência da colega Luciene Santos que atua há oito anos na Escola Parque, uma escola modelo de há de 50 anos, criada pelo conceituado educador Anísio Teixeira.
Claudia Correia*
Fortalecer o projeto ético-político-profissional, contribuir para ampliar os direitos sociais, combater todas as formas de preconceito e lutar pela inserção do assistente social na Política Pública de educação. Essas foram as palavras de ordem que marcaram as comemorações do 15 de maio- Dia do Assistente Social em Salvador.
Muitas atividades foram programadas até o final do mês e a participação de estudantes e profissionais, inclusive do interior do estado, é significativa este ano.
Como no resto do país, na Bahia assistimos uma “explosão” de novas Faculdades e pulamos de um para onze cursos de Serviço Social num espaço de 7 anos. A pioneira Escola de Serviço Social da Universidade Católica do Salvador- ESSUCSal completa 66 anos. Hoje temos ainda duas públicas (UFBA e Universidade Federal do Recôncavo) e oito privadas, além de uns quatros cursos na modalidade ensino à distância - Ead.
Os efeitos desse processo são : precarização dos vínculos empregatícios dos professores, escassez de estágio e a conseqüente disputa/rivalidade entre os estudantes, pouco investimento em pesquisa/extensão e baixa qualidade de alguns projetos pedagógicos.
Um panorama geral do que rolou por aqui nesta semana:
Participei no dia 08, do Seminário da Campanha “Serviço Social nas escolas já” promovido pelo vereador Orlando Palhinha(PSB) no Centro de Cultura da Câmara. O evento reuniu 550 pessoas. Alguns diretores de escolas públicas deram depoimentos sobre a complexidade da questão social expressa no contexto escolar e a importância de incluir o assistente social na equipe interdisciplinar. O vereador é autor de dois projetos de indicação aos governos municipal e estadual para a criação do “Serviço Social escolar” e deverá entregar um abaixo assinado ao governador e ao prefeito em apoio às propostas. Tramita na Assembléia Legislativa, desde 2003, um projeto de lei do deputado Javier Alfaya(PCdoB) sobre a mesma matéria. Fiquei muito bem impressionada com o relato da experiência da colega Luciene Santos que atua há oito anos na Escola Parque, uma escola modelo de há de 50 anos, criada pelo conceituado educador Anísio Teixeira.
Campanha pela inclusão do Serviço Social na Educação ganha força na Bahia
sábado, 15 de maio de 2010
Editoria Equipe Mídia e Questão Social
Para desmistificar várias interpretações distorcidas ou pouco precisas sobre “quem é?” e “o que faz o assistente social?”, reproduzimos abaixo algumas campanhas veiculadas pelos Conselhos Federal e Regionais de Serviço Social.
Começamos com a do CRESS-RJ que responde a essas perguntas. Para ler e ver mais de perto, basta clicar em cima da imagem.
Bom passeio por essa pequena história do Serviço Social em imagens, folders e cartazes!!
Equipe do Blog Mídia e Questão Social
Folder CRESS-RJ
Começamos com a do CRESS-RJ que responde a essas perguntas. Para ler e ver mais de perto, basta clicar em cima da imagem.
Bom passeio por essa pequena história do Serviço Social em imagens, folders e cartazes!!
Equipe do Blog Mídia e Questão Social
Folder CRESS-RJ
Cartaz - Comemoração ao Dia do/a Assistente Social – 2010.
Tema: “Trabalho com Direitos, pelo fim da desigualdade”
Arte: Rafael Werkema/CFESS
Arte: Rafael Werkema/CFESS
Lutar por Direitos, romper com desigualdades
Campanha Gestão CFESS/CRESS 2008/2011
Cartaz - Dia do/a Assistente Social – 2009
Tema: Socializar riqueza para romper desigualdades
Conheça um pouco do Código de Ética e da profissão
terça-feira, 11 de maio de 2010
Editoria Equipe do Blog Mídia & Questão Social
Reprodução: Google
Queridos blog-amigos-leitores,
Estamos comemorando a marca de 10 mil acessos em poucos meses de existência. Isso é muito legal. Poderia ser apenas um número, pouco significativo quando não trabalhamos na lógica do mercado, onde o número de receptores determina o preço do espaço publicitário.
Mas estamos comemorando muito! Pelo que este número nos mostra sobre a quantidade de gente, por aí, compartilhando conosco o prazer de criar este espaço que tem a beleza das coisas difíceis de definir. Então, melhor deixar falar os poetas:
"Para que a gente escreve, se não para juntar nossos pedacinhos? Desde que entramos na escola ou na igreja, a educação nos esquarteja: nos ensina a divorciar a alma do corpo e a razão da emoção.
Sábios doutores de Ética e Moral serão os pescadores das costas comlombianas, que inventaram a palavra sentipensador para definir a linguagem que diz a verdade."
(Celebração de bodas da razão com o coração, Eduardo Galeano, "O Livro dos Abraços")
O nosso tesão de fazer um pouco a cada dia este blog está na oportunidade de aprender a “sentipensar” com a liberdade possível apenas nos grupos especiais, como esta centopeia, movida por muitas ideias bacanas que jamais atropelam os afetos. Valeu, galera!!!
Um forte abraço,
Equipe do blog Mídia & Questão Social.
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Coletivo Centopeia
terça-feira, 4 de maio de 2010
Editoria Estranha Semelhança com a Utopia
Criação: Jefferson Ruiz
LILÁS QUE TE QUERO LILÁS!
Crônica/poema
MIONE SALES*
Sobre um fundo vermelho
a linha e a agulha teceram desenhos
para um grande « patchwork » feminino:
a Marcha Internacional das Mulheres.
Em solo campineiro,
milhares de pés pisaram simbolicamente novos caminhos,
Como a perguntar :
«- Pernas para que te quero ? »
“ - Para me erguer, andar e correr mundo,
Experimentando a liberdade espelhada em milhares de sorrisos !»
Mosaico de gostos e de rostos femininos,
Do Oiapoque ao Chuí.
Militantes, estudantes, camponesas,
Donas de casa, mães, jovens, amigas,
Namoradas, professoras,
Operárias, moderninhas,
Hippies, intelectuais e trabalhadoras.
Todas a carregarem o seu fardo pessoal,
seus brincos, chapéus, lenços, cocares e
também suas bandeiras, assim como a esperança coletiva.
Novas gerações também deram o ar da graça
E fizeram a marcha mais alegre e divertida.
Crianças no ventre, no colo ou ao lado.
Meninas desde cedo aprendendo como “ser e fazer diferente”,
Como se insurgir ou como dar voz à revolta,
de forma terna e firme.
A diversidade de cores, de classe social ou de filiações políticas e sindicais não
impediu a « chama lilás » daquela grande marcha feminina,
ladeando ruas e caminhos,
qual uma grande centopeia violeta…
Como as mil patas do pequeno inseto,
milhares de pernas femininas guerreiras.
Milhares de braços
a saudarem e a dizerem adeus.
Mãos a tocarem tambor,
A pintarem o sete,
A dividirem o pão.
Em momentos de descontração, reunião e repouso.
Ao ar livre ou em tendas,
Qual um grande circo de belezas multicores!
Com a utopia tatuada no peito,
Mulheres brasileiras cantaram e marcharam
Por dez dias.
Dizendo SIM à vida, à liberdade, aos direitos, à fraternidade e
a essa grande corrente feminina libertária internacional.
E dizendo NÃO a tudo e a todos que diminuem, impedem ou dificultam que esse
tão belo quanto diverso contingente feminino de um país -
inscrito em corpos de mulheres adultas ou meninas,
idosas ou adolescentes, citadinas ou camponesas,
brancas, amarelas, índias ou negras -
seja menos inteiro em sua singularidade e diferença.
________________
Matéria a seis mãos: Jefferson Ruiz, Nelma Espíndola e Mione Sales, todos da equipe do Blog Mídia& Questão Social.
:::::::::::::::::::::
Nossos Agradecimentos:
Agradecemos à assistente social Tatiana Raulino, de Fortaleza, pela gentileza em nos enviar o link do vídeo acima exibido, registro de um acontecimento histórico mundial. Declaramos nosso prazer em contribuir com as várias formas de divulgação da Marcha.
LILÁS QUE TE QUERO LILÁS!
Crônica/poema
MIONE SALES*
Sobre um fundo vermelho
a linha e a agulha teceram desenhos
para um grande « patchwork » feminino:
a Marcha Internacional das Mulheres.
Em solo campineiro,
milhares de pés pisaram simbolicamente novos caminhos,
Como a perguntar :
«- Pernas para que te quero ? »
“ - Para me erguer, andar e correr mundo,
Experimentando a liberdade espelhada em milhares de sorrisos !»
Mosaico de gostos e de rostos femininos,
Do Oiapoque ao Chuí.
Militantes, estudantes, camponesas,
Donas de casa, mães, jovens, amigas,
Namoradas, professoras,
Operárias, moderninhas,
Hippies, intelectuais e trabalhadoras.
Todas a carregarem o seu fardo pessoal,
seus brincos, chapéus, lenços, cocares e
também suas bandeiras, assim como a esperança coletiva.
Novas gerações também deram o ar da graça
E fizeram a marcha mais alegre e divertida.
Crianças no ventre, no colo ou ao lado.
Meninas desde cedo aprendendo como “ser e fazer diferente”,
Como se insurgir ou como dar voz à revolta,
de forma terna e firme.
A diversidade de cores, de classe social ou de filiações políticas e sindicais não
impediu a « chama lilás » daquela grande marcha feminina,
ladeando ruas e caminhos,
qual uma grande centopeia violeta…
Como as mil patas do pequeno inseto,
milhares de pernas femininas guerreiras.
Milhares de braços
a saudarem e a dizerem adeus.
Mãos a tocarem tambor,
A pintarem o sete,
A dividirem o pão.
Em momentos de descontração, reunião e repouso.
Ao ar livre ou em tendas,
Qual um grande circo de belezas multicores!
Com a utopia tatuada no peito,
Mulheres brasileiras cantaram e marcharam
Por dez dias.
Dizendo SIM à vida, à liberdade, aos direitos, à fraternidade e
a essa grande corrente feminina libertária internacional.
E dizendo NÃO a tudo e a todos que diminuem, impedem ou dificultam que esse
tão belo quanto diverso contingente feminino de um país -
inscrito em corpos de mulheres adultas ou meninas,
idosas ou adolescentes, citadinas ou camponesas,
brancas, amarelas, índias ou negras -
seja menos inteiro em sua singularidade e diferença.
________________
Matéria a seis mãos: Jefferson Ruiz, Nelma Espíndola e Mione Sales, todos da equipe do Blog Mídia& Questão Social.
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Nossos Agradecimentos:
Agradecemos à assistente social Tatiana Raulino, de Fortaleza, pela gentileza em nos enviar o link do vídeo acima exibido, registro de um acontecimento histórico mundial. Declaramos nosso prazer em contribuir com as várias formas de divulgação da Marcha.
Marcadores:
Controle Social,
Direitos Humanos,
Direitos Sociais,
Editoria Estranha Semelhança com a Utopia - Jefferson Ruiz,
Passeata,
Reflexões,
Violência
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