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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Editoria O Efeito Quixote

Atenção, trabalhadores em GREVE!!!

DESCULPE O TRANSTORNO: LUTAR É UM DIREITO

Arte: Tarsila do Amaral

Leandro Rocha*

Há cerca de 2 meses, foi iniciada uma greve dos servidores públicos federais que perpassou searas como as políticas de saúde e educação.

Serviços de extrema importância, como hospitais e universidades fecharam suas portas e/ou restringiram seus atendimentos. Ruas e avenidas foram fechadas por manifestantes em protestos que, segundo as emissoras de TV, geraram  “transtornos aos trabalhadores que tentam chegar aos seus locais de trabalho e que não têm nada a ver com isso!”. Mas será que estes transtornos são gerados pelos grevistas e pela greve por si só?



É lógico e óbvio que as ações de greve incidem e têm impacto direto no cotidiano da população. Este, inclusive, é o seu objetivo!


Tais ações visam chamar a atenção da população para as determinantes da greve, tais como a precarização e extinção dos serviços públicos, a privatização dos mesmos, o ataque às condições de trabalho das categorias profissionais inseridas nestes serviços, o afunilamento do “gargalo” de acesso da população a estes serviços, entre tantas outras questões.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Editoria Fazendo Arte e Educação

Cada um sabe a dor e a delícia de ser PROFESSOR DA REDE ESTADUAL DO RJ

Há dois meses em greve, os professores, que deram mostras de sua garra acampando sob sol e chuva em frente à sede da SEEDUC, persistem na luta. O governador do Estado, Sérgio Cabral, permanece, no entanto, insensível às reivindicações da categoria. Contra os 26% justamente exigidos pelos professores, ele ofereceu apenas a ínfima promessa de 3% de reajuste. Conforme declaração do blog-camarada Ricardo Pereira, em entrevista ao site A Nova Democracia, isto significa somente 30 reais a mais no salário de quem é obrigado a viver com meros 750 reais.
Vale a pena conferir no vídeo abaixo o depoimento emocionado dos profissionais de educação que mostram que educação não é mercadoria. Bombeiros e artistas cariocas já deram o seu apoio ao movimento.



E a luta continua !

HOJE, 09 de agosto,
 nova manifestação dos professores da rede estadual, às 14 horas

em frente a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro! 

domingo, 24 de julho de 2011

Editoria Fazendo Arte e Educação

A Rua D’Ajuda é o nosso cinturão de giz...

Somos todos herdeiros da Comuna de Paris



Charge: Nico


Ricardo Pereira*

Os professores do Estado do Rio de Janeiro estão em greve desde 07 de junho. Depois de várias tentativas frustradas de negociação junto ao Governo do Estado, conduzidas pelo Sindicato dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE) e outras lideranças organizadas em defesa da educação pública e por melhores condições de trabalho, o movimento recrudesceu.

Primeiramente, um grupo de 60 profissionais ocupou, no último dia 12 de julho, o gabinete do secretário de Educação, Wilson Risolia. O grupo só deixou o local após audiência com o secretário de Educação e com Sérgio Ruy, secretário de Planejamento.

Ao final desta reunião, que não apresentou avanços no que diz respeito ao atendimento das reivindicações dos grevistas, a categoria decidiu criar um acampamento permanente. Esta iniciativa, inédita na categoria, se materializou por meio da instalação de 57 barracas na Rua d’Ajuda por esta ser a rua onde está localizada a sede à Secretaria da Educação. As barracas foram instaladas em frente ao prédio.

Ali 250 professores, alunos e funcionários se revezam durante o dia, e a noite 100 deles permanecem no local com o objetivo de sensibilizar a opinião pública para a situação da educação pública no Rio de Janeiro e também de denunciar a intransigência do governador, já evidenciada no recente episódio da mobilização dos bombeiros.


Foto SEPE/RJ: Ocupação da Seeduc  na greve dos professores, em 12-07-2011.


Foto SEPE/RJ: Mobilização e acampamento, na Rua D’Ajuda, no Centro do Rio de Janeiro.

sábado, 16 de julho de 2011

Editoria Fazendo Arte e Educação

SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS
Nunca tivemos tantas razões para lutar



Ricardo Pereira*


Se fizéssemos largo uso de adjetivos e acusações, qual o Governo Sérgio Cabral, poderíamos arriscar metaforicamente dizer que o executivo estadual comanda uma das maiores quadrilhas de pilhagem dos recursos públicos da história fluminense. Sob a fumaça da propaganda de modernidade e eficiência alardeadas, a população do Rio de Janeiro sente-se, na prática, saqueada, por meio de uma sucessão de negociatas, farsas e tramas nos bastidores. Collor e José Roberto Arruda (Distrito Federal) por muito menos sofreram o impeachment.

O trágico acidente que vitimou a noiva do filho de Sérgio Cabral não pode ocultar o fato de que o governador estava na Bahia, em estreito convívio com a direção da construtora que mais fatura no governo federal, estadual e municipal, a Delta Construções. Em 2010, a Delta faturou mais de R$ 750 milhões junto ao governo federal. Clique aqui e conheça a extensa lista de obras públicas da empresa no Rio de Janeiro, onde tem a sua sede.

Trecho de matéria publicada em maio passado pela Veja. Íntegra aqui.

Enquanto isso os servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, em luta por reajustes e contra os piores salários pagos no País, mais terríveis condições de trabalho, paralisaram suas atividades, após meses de tentativas de negociação, sem nenhuma resposta do governo Sérgio Cabral.




Com contracheques mensais de apenas R$950,00, os bombeiros na luta por melhores salários passaram a ser tratados como vândalos - tendo 439 companheiros presos. Esta é a triste retribuição a quem arrisca a sua própria vida, todos os dias, para salvar uma infinidade de outras.