quinta-feira, 24 de março de 2011

Editoria Volta do Mundo, Mundo dá Volta

Alegria, esperança*  
CARNAVAL MEXICANO, CENTROS DE ANIMAÇÃO E CULTURA EM PARIS




Mione Sales*
TEXTO, FOTOS E VÍDEOS

« Agora eu já sei
da onda que se ergueu no mar
e das estrelas que esquecemos de contar »
TOM JOBIM



Como « a maré não está muito para peixe » (aliás, o sol acaba mesmo de entrar em Áries), com direito a guerras e terremotos no Oriente - árabe e asiático -, resolvi partilhar um pouco da esperança que resta por estas bandas acima da linha do Equador.

Sou fã das iniciativas francesas de cultura e ainda por cima daquelas que custam pouco, porque são iniciativas comunitárias. Refiro-me, nesta matéria, a um carnaval de bairro, no 10ème arrondissement, neste último final de semana, o qual teve a participação de professores, pais, alunos e vizinhos de duas escolas públicas - Aqueduc e Louis Blanc. Essa festividade contou ainda com o apoio logístico de um centro cultural do quartier, no caso o Centro de Animação Château Landon, financiado em parte pela prefeitura.


Cartaz do evento

segunda-feira, 14 de março de 2011

Editoria Equipe Mídia e Questão Social

18 Anos do Código de Ética dos Assistentes Sociais

Ontem foi o aniversário de 18 anos da aprovação / publicação do Código de 1993.
Re-publicamos abaixo o material especial do Conselho Federal de Serviço Social – CFESS: o Boletim e CFESS Manifesta, em homenagem a essa comemoração, que atualiza as mudanças que ocorreram na nova edição deste importante instrumento profissional.

Com os nossos cumprimentos à categoria pela importância desta data,


Um forte abraço,


Equipe do Blog Mídia e Questão Social.

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11/03/2011

Para comemorar: Código de Ética dos/as Assistentes Sociais completa 18 anos
CFESS lança material especial e manifesto em homenagem a este importante instrumento profissional

Intervenção sobre obra "Fundos Murrado", do artista plástico Arthur Bispo do Rosário, usuário da saúde mental que faleceu em 1989. Bispo é autor da ilustração de capa do Código de Ética Profissional do/a Assistente Social (arte: Rafael Werkema)

terça-feira, 8 de março de 2011

Editoria Volta do Mundo, Mundo dá Volta


HOMENAGEM AO DIA 8 DE MARÇO

GUERRA E PAZ: MULHER, TRABALHO E QUESTÃO SOCIAL
Mione Sales*
Enquanto os últimos blocos ainda desfilam no Brasil, cuícas choram, agogôs repicam, o mundo inteiro comemora o 8 de março, dia internacional da Mulher. Meus colegas do Mídia e Questão Social também estão ainda viajando ou envolvidos em outras atividades. Não poderíamos, porém, deixar essa data cair no vazio neste blog que já tão belamente homenageou a Marcha Mundial das Mulheres. Como, porém, fazer uma nova homenagem sem recair no mesmo? Há no momento tantas campanhas feministas lindas, governamentais e não-governamentais, assim como campanhas de movimentos sociais! Creio, porém, que há espaço para temas diversos. Por isso, ecoou em mim uma vontade de me voltar para a profissão, o Serviço Social. Queria homenagear Leilas Limas, Marildas, Nobukos, Albas, Marietas, Betes, Elaines,  Ivas, Hildas, por sua força rara, e demais profissionais críticas e competentes de várias gerações deste Brasil afora, mas os limites dessa página seriam certamente pequenos para caber todas essas e muito mais outras profissionais que imprimiram e continuam a imprimir no PRESENTE a sua marca no mapa da profissão.
Ocorreu-me então  escrever a partir do ângulo da história do Serviço Social. Como estou morando fora,  nada mais natural que a editoria Volta do Mundo, Mundo dá Volta tentasse resgatar o passado internacional da profissão. Minha curiosidade deteve-se, assim, sobre uma personagem não muito divulgada entre os assistentes sociais brasileiros, mas certamente conhecida dos especialistas. Tentei me despir dos velhos preconceitos com que estudei as bases do funcionalismo, no sentido de enxergar sobretudo a mulher e a profissional, e consequentemente a sua contribuição para o Serviço Social. Essa mulher, social worker norte-americana, é também socióloga e filósofa. Seu nome é Jane Addams.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Editoria Equipe Mídia e Questão Social

Prossegue a luta pela democratização da comunicação



Aos poucos uma luta social que há alguns anos não tinha este impacto no Brasil vai se consolidando. Após grandes dificuldades de convencer mesmo os movimentos sociais sobre a importância de debater os impactos da absurda concentração de propriedade dos meios de comunicação no país, hoje distintos grupos se organizam para o debate de diversas medidas que possam rumar no sentido de democratizar, efetivamente, a comunicação. Segundo o Intervozes, no Brasil a posse dos meios de comunicação é mais concentrada que países inquestionavelmente vistos como "liberais", como Estados Unidos ou Inglaterra.

Dois exemplos relativamente recentes de mobilizações foram as conferências estaduais e nacional de comunicação e o Encontro de Blogueiros Independentes, em São Paulo.

Aparentemente, este acúmulo gerou frutos. Hoje se espalham pelo Brasil diferentes iniciativas de mobilização de diversos setores da sociedade para o debate sobre a comunicação. O mais interessante: ela geralmente é vista na perspectiva defendida por nós, do blog "Mídia e Questão Social". Em outras palavras, não se trata apenas do direito de receber informações (e sem censura), mas do direito de acesso aos meios que viabilizam falar, divulgar opiniões, disputar consensos e hegemonias com milhares, talvez milhões de pessoas. Em pleno século XXI, são condições inadiáveis para que o debate político se instale efetivamente.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Editoria Caleidoscópio Baiano

O Serviço Social e a Questão Racial


                                  Fonte: Google

                                                      

Claudia Correia*

Os cerca de 80 mil assistentes sociais brasileiros se preparam para eleger em março os novos dirigentes dos Conselhos Federal e Regional de Serviço Social, o chamado conjunto CFESS-CRESS. O exercício democrático mobiliza a categoria e traz à tona o debate do projeto ético-politico-profissional e de temas caros entre nós. Entre 1990 e 1996 dirigi o CRESS-Bahia e o CFESS, uma experiência rica de trocas afetivas e intelectuais, essencial ao meu amadurecimento pessoal e político, que mais tarde me encorajou para a vida acadêmica e para o Mestrado. Considero uma oportunidade excelente de desenvolver o senso crítico sobre a profissão, suas contradições e seu importante significado social num contexto de desafios. Estimulo meus alunos a militarem para vivenciarem a diversidade de pontos de vista no âmbito do Serviço Social e a articulação com os movimentos sociais, fundamentais para consolidar nossos compromissos éticos.

Sempre me incomodou a timidez com que nós tratamos temas cruciais para a construção da democracia brasileira, como o combate ao racismo e a luta pela igualdade racial.

Apesar dos indiscutíveis avanços teóricos e metodológicos verificados no Serviço Social nas últimas décadas e do fortalecimento político do conjunto CFESS/CRESS, algumas temáticas ainda continuam secundárias, sem muita repercussão na nossa categoria. Acredito que o debate sobre a questão étnica-racial no Brasil é um destes temas ainda pouco explorados entre nós.